O pôr do sol que virou arte
No primeiro dia de julho, parei pra ver o sol ir embora — e essa despedida virou uma obra de arte. Vem ver a história.
por Marta

No primeiro dia de julho, o inverno me deu um presente.
Eu estava na janela, no fim da tarde. O sol descia devagar, daquele jeito que só o inverno sabe — sem pressa, como quem não quer ir. E eu fiquei ali, olhando. Os olhos encheram d'água sem pedir licença. Não era tristeza. Era gratidão. Agradeci a ele por ter ficado tanto tempo comigo naquele dia.
Contei essa cena pra alguém querido, e essa pessoa me devolveu o que você vê aqui em cima: o meu pôr do sol, transformado em arte.
Na imagem, o sol aparece onze vezes, descendo minuto a minuto, até tocar o horizonte às 17:35 — a hora exata do "até logo". Tem lavanda esperando embaixo. Tem uma borboleta observando tudo, como quem entende de despedidas e de recomeços. E tem segredos escondidos, porque as coisas mais bonitas sempre guardam um.
>🌿 Ritual não precisa ser grande. Parar na janela já é um. Acender um óleo essencial enquanto o dia termina já é um. Agradecer ao sol por ter ficado — talvez seja o maior de todos.
O sol se despede todas as tardes. Quase ninguém agradece.
Hoje, eu agradeci. E ele ficou.
Até logo — que no fundo quer dizer: amanhã eu volto.
